junho 2017
S T Q Q S S D
« abr    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  

Balanço de leituras 2016

Encerramentos sempre trazem renovação, e o fim do ano é um bom exemplo disso. É a época de listinhas e retrospectivas! Como eu adoro esse tipo de post, fiz o tradicional apanhado de como foi o meu ano em leituras. 

Os 69 livros que li este ano se dividem da seguinte forma:

Peças de teatro: 2
Graphic novels: 3
Contos e microcontos: 6
Poesia: 9
Romances de ficção: 38
Outros: 11

Desses, 30 foram escritos por mulheres e 39 por homens. Entre as principais nacionalidades, estão:

Escritores latino-americanos: 9
Escritores brasileiros: 18
Escritores norte-americanos: 20
Outras nacionalidades: 22

Fiz o meu ranking com os 7 livros que mais gostei até agora, sem ordem de preferência. A escolha é por gosto pessoal mesmo, muitos livros ótimos ficaram de fora do “top 7”.

E aqui você pode ver a lista de todas as minhas leituras do ano.

.: Sete anos bons, Etgar Keret (Rocco)

O israelense Etgar Keret compartilha episódios de sua vida em Tel Aviv, seguindo os sete anos desde o nascimento de seu filho Lev. São experiências de paternidade, da família religiosa e da profissão de escritor, contadas com um humor inteligente e afiado. Ótimo!

.: A morte do pai, Karl Ove Knausgard (Companhia das Letras)

Primeiro livro da série autobiográfica Minha Luta, do norueguês Karl Ove Knausgard, A morte do pai é um livro intenso, que conta os anos de adolescência do escritor e, paralelamente, a morte do pai em decadência. Gostei eespecialmente da narração “crua”, dura, de Knausgaard e a forma como ele trata de temas sensíveis do seu passado sem ser muito dramático.

.: Altos voos e quedas livres, Julian Barnes (Rocco)

Não esperava um livro tão tocante e sensível. Em Altos voos e quedas livres o escritor britânico Julian Barnes fala de amor, direta e indiretamente, do início ao fim. Por ser um relato tão pessoal de luto e saudade, mexeu muito comigo e me encantou.

.: Umbigo sem Fundo, Dash Shaw (Quadrinhos na Cia)

Essa foi uma releitura, na verdade, pois gosto muito dessa graphic novel. Inteligente, bem construída e com desenhos quase cinematográficos, Umbigo Sem Fundo mostra a reunião familiar de um casal de idosos e seus três filhos adultos, quando vão anunciar que o casamento de mais de 40 anos chegou ao fim. Afastados da vida cotidiana em uma casa de praia, cada membro da família digere a notícia de uma forma, passando por traumas e fantasmas do passado.

É um dos meus HQs favoritos, junto com Retalhos, de Craig Thompson.

.: Rol, Armando Freitas Filho (Companhia das Letras)

Composto por dez séries de poemas e outros três longos, o mais recente livro de poesias de Armando Freitas é simplesmente ótimo. Gostei de tudo – desde a ordem dos poemas até seu temas, que vão do amor e morte à atividade de escritor e o processo criativo. Como ele mesmo diz, é um rol que reúne “coisas de cama, mesa, banho / um trivial variado, familiar / estranho, com uma pitada de déjà-vu”.

.: The fountainhead, Any Rand (Signet)

O livro e a autora são polêmicos e muita gente me perguntou se eu tinha certeza que queria mesmo ler The fountainhead. Mas tirando algumas ideias que estão no discurso de alguns personagens – e que sei que a escritora defende – com as quais eu não concordo, achei o livro ótimo! Ele conta a história de dois jovens arquitetos e seus caminhos para tentar sucesso profissional – conceito que significa coisas muito distintas para cada um. 

Me prendeu muito e foi, sim, umas das melhores leituras de 2016.

.: Maus, Art Spiegelman (Companhia das Letras)

Art Spiegelman conta a história de seu pai Vladek, um judeu sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz. É de dar um nó na garganta ao relatar os horrores do Holocausto. O roteiro é muito bem construído, a partir de conversas na mesa da cozinha do idoso, retomando com as palavras dele o passado doloroso, e a escolha de retratar os judeus como ratos (como eram vistos pelos nazistas) funcionou muito bem na obra.

 

Boas festas para todo mundo e nos vemos em 2017!

Apaixonada por literatura desde criança, Mel Panteliou tem 25 anos e trabalha com relações públicas em São Paulo.

Deixe uma resposta

Follow

Get every new post on this blog delivered to your Inbox.

Join other followers: